Você precisa acertar 40 das 80 questões da prova objetiva — exatos 50% de aproveitamento. Todas as questões valem o mesmo, não existe peso por disciplina e não existe nota mínima por matéria: o que conta é só o total de acertos.
Isso muda a estratégia mais do que parece. Como uma questão de Filosofia do Direito vale exatamente o que vale uma de Ética Profissional, o cálculo racional é caçar acerto onde ele é mais barato — e não distribuir o estudo igualmente entre 17 disciplinas.
Como funciona a contagem de acertos
A prova tem 80 questões objetivas de múltipla escolha, com quatro alternativas cada e uma única correta. Não há desconto por erro: questão errada e questão em branco valem a mesma coisa, zero. Por isso nunca se deixa questão sem marcar — mesmo o chute puro tem 25% de chance, e 25% de alguma coisa é melhor que zero garantido.
O tempo é de 5 horas para as 80 questões, o que dá pouco menos de 4 minutos por questão se você usasse tudo por igual. Na prática não é assim: as questões de Ética e as de lei seca saem em um minuto, e sobra tempo para as que exigem raciocínio.
| Item | Valor |
|---|---|
| Total de questões | 80 |
| Acertos para aprovação | 40 |
| Aproveitamento exigido | 50% |
| Duração da prova | 5 horas |
| Desconto por erro | Não há |
E se uma questão for anulada?
Quando a banca anula uma questão, ela é creditada a todos os candidatos — quem marcou certo, quem marcou errado e quem deixou em branco recebem o ponto igualmente. O total de 80 se mantém para efeito de cálculo, e a exigência continua sendo 50%.
Na prática, anulação joga a favor de quem estava perto da linha de corte. Mas é aposta ruim: em média são pouquíssimas anulações por exame, e contar com elas para fechar os 40 é o tipo de plano que reprova.
Quantas questões cada disciplina tem
A distribuição varia a cada edição, mas o desenho é estável há anos. Ética Profissional é sempre a maior — e é justamente a disciplina que mais gente subestima:
| Disciplina | Questões (aproximado) |
|---|---|
| Ética Profissional | 8 a 10 |
| Constitucional, Civil, Penal, Processo Civil, Processo Penal | 6 a 8 cada |
| Trabalho, Tributário, Empresarial | 5 a 7 cada |
| Administrativo, Consumidor, Ambiental, ECA, Direitos Humanos, Filosofia e demais | 2 a 4 cada |
Some as quatro primeiras linhas e você chega perto dos 40 acertos necessários sem depender das disciplinas de cauda. É por isso que a recomendação clássica é blindar Ética, Constitucional, Civil e Penal antes de olhar para Direito Internacional ou Estatuto da Pessoa com Deficiência.
A meta realista não é 40
Mirar exatamente 40 é planejar para passar raspando num dia perfeito — e dia perfeito não existe em prova. Nervosismo, enunciado mal interpretado, uma alternativa que você jurava estar certa: qualquer um desses come dois ou três acertos.
Mire entre 48 e 52 acertos no seu treino. Essa margem absorve o desempenho pior que todo mundo tem no dia da prova e ainda deixa você acima da linha.
Quem chega no simulado batendo 50 acertos com constância dificilmente é reprovado. Quem chega oscilando entre 38 e 42 está numa moeda ao ar.
Como saber se você já está nesse patamar
Só existe um jeito honesto de responder: simulado completo, 80 questões, cronometrado, sem consultar nada. Fazer 20 questões soltas de uma matéria que você acabou de revisar não mede nada — mede memória de curto prazo.
E o número de acertos, sozinho, também diz pouco. O que muda seu resultado é saber onde você errou: se os 35 erros estão espalhados por todas as matérias, o problema é base; se estão concentrados em três disciplinas, o problema é focal e se resolve em duas semanas.
No AprovaMais, os simulados usam questões reais da FGV de exames anteriores no formato oficial, e o diagnóstico devolve seu desempenho por matéria e por subtema — mostrando exatamente quais assuntos estão custando seus acertos. Faça um simulado gratuito e descubra a que distância você está dos 40.