Como funciona a 2ª fase da OAB: peça, questões e nota de corte

A 2ª fase tem 1 peça profissional (5,0 pontos) e 4 questões discursivas (1,25 cada). São 10 pontos no total e a aprovação exige 6,0.

2ª FasePublicado em 04/08/2026

A 2ª fase da OAB tem uma peça profissional, que vale 5,0 pontos, e quatro questões discursivas, que valem 1,25 ponto cada — 10 pontos no total. Para ser aprovado é preciso somar 6,0 pontos, e esse mínimo vale para o conjunto: não existe nota mínima separada para a peça ou para as questões.

Essa estrutura é estável há mais de uma década, o que tem uma consequência prática importante: a peça sozinha decide metade da sua nota. Quem escreve uma peça de 4,0 já entra nas discursivas precisando de apenas 2,0 dos 5,0 restantes. Quem zera a peça está matematicamente reprovado, mesmo gabaritando as quatro questões.

ComponenteQuantidadeValor unitárioTotal
Peça profissional15,05,0
Situação-problema (questão discursiva)41,255,0
Nota máxima10,0
Nota mínima para aprovação6,0

Você escolhe uma área — e a prova inteira é dela

No momento da inscrição você opta por uma entre sete áreas: Direito Civil, Penal, do Trabalho, Tributário, Constitucional, Administrativo ou Empresarial. A escolha vale para a prova toda — a peça e as quatro questões serão da área selecionada.

A decisão é mais estratégica do que emocional. Não escolha a matéria de que você gosta mais: escolha aquela cujas peças você domina. Direito do Trabalho e Direito Civil concentram historicamente a maior parte dos inscritos, porque têm peças de estrutura mais previsível.

Errar o tipo de peça é o risco que mais reprova

O enunciado descreve um caso e você precisa identificar qual peça cabe. Escolheu contestação quando cabia recurso? A correção da peça vai a zero, ou perto disso — e com ela metade da sua nota.

Não é detalhe: é o erro mais caro da prova inteira, e ele acontece com gente que sabe a matéria. O antídoto é treinar a identificação da peça separadamente da redação dela. Ler dez enunciados e só dizer qual peça cabe, sem escrever nada, é um exercício de 15 minutos que salva a prova.

Antes de escrever uma linha, responda três perguntas: quem é meu cliente, o que ele quer e em que momento processual estamos. A peça cai por dedução dessas três respostas.

O que você pode levar e consultar

É permitido consultar legislação não comentada e não anotada — o famoso Vade Mecum limpo. O que não pode: comentários, anotações pessoais, jurisprudência transcrita, resumos colados, súmulas comentadas.

Marcadores de página coloridos, sem escrita, costumam ser aceitos, mas cada edital traz a regra em detalhe e a fiscalização é rigorosa. Vale a pena preparar o exemplar com semanas de antecedência e conferir o edital vigente — perder o direito de consulta no dia é um golpe do qual quase ninguém se recupera.

Como a correção é feita

Cada peça e cada questão têm um espelho de correção publicado pela banca, que distribui a pontuação por itens: endereçamento correto, qualificação das partes, fundamentação legal, pedidos, fechamento. Você não ganha nota por escrever bonito — ganha por acertar os itens que o espelho lista.

É por isso que treinar sem correção rende tão pouco. Escrever dez peças e nunca comparar com o espelho é repetir dez vezes os mesmos erros de estrutura. O ganho vem de escrever, comparar item a item, ver o que faltou e escrever de novo.

Na plataforma do AprovaMais, você escreve a peça no editor e a correção por IA devolve, em segundos, a nota estimada por critério, a comparação com o espelho oficial da banca, o que faltou e o que melhorar — nas sete áreas da 2ª fase. Treine sua primeira peça com correção e veja onde você está perdendo pontos.

Perguntas frequentes sobre a 2ª fase

Quem é reprovado na 1ª fase pode fazer a 2ª? Não. A 2ª fase é exclusiva de quem foi aprovado na prova objetiva daquela edição, ou de quem tem direito ao reaproveitamento da nota da 1ª fase da edição imediatamente anterior.

Dá para mudar a área depois da inscrição? Não. A área escolhida na inscrição é definitiva para aquela edição.

Preciso decorar artigos? Não. Como a consulta à legislação é permitida, decorar número de artigo tem pouco valor. O que precisa estar na cabeça é a estrutura da peça e o caminho de raciocínio — o artigo você localiza no Vade Mecum.

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